segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Como tudo começou...

Tive a minha filha em Dezembro de 2007, e como toda bebê, adorava um colinho e eu como mãe de primeira viagem cedia a esse mimo sempre. Comecei a sentir dores terríveis nas costas e no punho que levou a uma tendinite. Acho que a maioria das mães sabem bem do que estou falando. Não conseguia fazer nada em casa, tinha que ficar com ela no colo o dia todo, senão ela abria um berreiro sem fim. Só conseguia fazer alguma coisa quando ela dormia. Então pensei em comprar uma canguru tradicional, mas ele me causava dores nos ombros e minha filha não gostava de ficar nele.Eu já tinha lido sobre o sling quando estava grávida e sempre pensei em ter um, só não sabia onde comprar. Então minha irmã, sem saber dessa minha vontade, comprou um para mim de presente. Sempre falo a ela que foi o melhor presente que já ganhei. Não sei como consegui ficar tanto tempo sem ele! A minha filha adora ficar nele, ali ela senta, mama, dorme...O que me fez começar a fabricar foi o fato das pessoas me pararem na rua e me perguntar onde tinha comprado, achando que era um produto importado. Então comecei a ir atrás da matéria-prima, foi bem cansativo, estressante e demorado achar os materiais de primeira qualidade, mas conseguimos e estamos aí vendendo um produto de ótima qualidade e com o menor preço do mercado.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Origem do Sling

O Sling não é uma novidade fashion. Ele é uma adaptação dos panos usados por povos de todos os cantos do mundo para transportar seus bebês com carinho e segurança.

O que é sling?

É uma faixa comprida de pano, ajustável por duas argolas, que tem por função manter o bebê próximo do corpo de quem o carrega. Ele proporciona conforto ao bebê e deixa livre os braços do adulto. O bebê sente-se seguro pois o sling favorece o contato entre mãe e filho, permite que ele sinta o cheiro da mãe, que lhe é bem familiar e tem efeito tranqüilizador, além de aumentar a auto-estima da mamãe.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo

01/09/2008 - 11h36


Mães relatam benefícios do "sling", carregador de pano para bebês.

RACHEL BOTELHO
Colaboração para a Folha de S.Paulo.


Durante os cinco meses em que ficou afastada do trabalho após o nascimento de Pedro, hoje com dois anos e oito meses, e de Luana, oito meses, a estatística Relze Fernandes, 32, carregou os filhos para cima e para baixo. E, segundo diz, não precisou deixar nenhuma atividade de lado por causa disso. "Colocava o 'sling' de manhã e passava o dia todo com ele. Na única vez em que esqueci, fiquei 'podre' de levar meu filho no colo. Usava tanto que não conseguia tirar nem para lavar", diverte-se.
Assim como as mães-celebridades Julia Roberts e Angelina Jolie, Relze faz parte de um grupo crescente de mulheres (e homens) de grandes centros urbanos que está aderindo a carregadores de tecido para transportar os bebês próximos ao corpo durante passeios e tarefas rotineiras, um hábito arraigado entre povos de regiões da Ásia e da África e que tem adeptos também na Europa e na América do Norte.
A modelo Luciane Trapp, 26, que usa o "sling" com Bernardo, de dois meses, e já usou o carregador com o filho mais velho .
Além do aspecto prático --liberar mãos e braços do adulto para outras atividades--, os defensores do "sling" atribuem a ele outras vantagens, como o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho e a criação de bebês mais relaxados.
"As mães relatam que seus filhos choram menos e se sentem mais seguros, além de sentarem e andarem mais cedo", afirma a pediatra Jucille Meneses, do departamento científico de neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. "Embora não haja embasamento científico para indicar o uso do 'sling', o contato com a mãe é benéfico para o lactente."
Nos Estados Unidos, o pediatra William Sears, autor de mais de 40 livros, é um dos entusiastas dos carregadores e o responsável por cunhar o termo "babywearing" (algo como "vestir o bebê"). De acordo com ele, os bebês "slingados" choram menos, aprendem mais e são mais espertos.
A modelo Luciane Trapp, 26, que começou a usar o "sling" com Gabriela, 3, e atualmente carrega Bernardo, de dois meses, tem sua própria explicação. "O bebê sai da barriga e é colocado em um berço grande e vazio, o que é muito frio. No 'sling', é como se continuasse no meu corpo", diz. "E, se ele quer mamar, é só arrumar o pano que não dá para ninguém ver. Faço isso até andando."
A pediatra Jucille Meneses cita outras vantagens da rede: mantém as pernas do bebê unidas e não altera o desenvolvimento do quadril, o que pode ocorrer com o uso contínuo da mochila e de modelos tipo cadeirinha. "Algumas pessoas podem se questionar se o carregador aumenta a curvatura da coluna vertebral do bebê, mas isso não ocorre. Ele não leva a vícios de posição", completa.
Cólicas
O "sling" também costuma ser associado à diminuição das cólicas. Relze Fernandes, que passou dez meses "slingando" os filhos, atribui as poucas crises ao fato de eles terem passado muito tempo com as pernas encolhidas na rede. Para a pediatra, a explicação é outra: as dores diminuem graças ao fortalecimento do vínculo entre a mãe e o bebê, "que melhora o ambiente psíquico e, conseqüentemente, as cólicas".
Em relação ao corpo da mãe, há pelo menos uma ressalva. Para Osmar Avanzi, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e professor da Santa Casa de São Paulo, não é recomendável usar os carregadores durante longos períodos para não sobrecarregar a coluna. "É importante também ter um bom condicionamento físico e fazer alongamento para evitar dores lombares. Sem falar que, quanto maior o peso da criança e do próprio adulto, pior a sobrecarga", explica.
Outro medo recorrente entre os que olham com desconfiança para os carregadores, o de criar crianças extremamente dependentes dos pais, é rechaçado pelas adeptas. "Eu me preocupava muito de voltar a trabalhar e o Pedro não se adaptar, pois só dormia no 'sling', mas depois parecia que ele tinha nascido na escola. Ele é muito independente", afirma Relze Fernandes.
Vale lembrar que os carregadores são seguros, desde que os pais tomem alguns cuidados, como verificar o estado da costura e do tecido, não deixar que o pano cubra o rosto do bebê, não colocar objetos dentro do "sling" e, por fim, usar o bom senso ao transportar a criança, segurando-a ao se inclinar para a frente e evitando manipular bebidas quentes e chegar perto de chamas ou objetos cortantes e pontiagudos. O uso é contra-indicado ao andar de bicicleta ou dentro do carro.